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03/08/2019
Operação detém grupo envolvido em homicídios
 

Nela, um suposto policial militar reformado foi preso e seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos

Pedro Augusto

A Polícia Civil de Pernambuco desencadeou a Operação Casuar, na manhã da quinta-feira (1º), em Caruaru. Nela, um suposto policial militar reformado foi preso, bem como seis mandados de busca e apreensão acabaram sendo cumpridos. De acordo com as investigações da Civil, o suspeito identificado como Jaílson Ribeiro da Silva, o sargento "Ribeiro", liderava uma empresa de segurança privada que estaria sendo utilizada como fachada para fazer uma verdadeira "limpa" na Capital do Agreste, com a prática de diversos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs). Pelo menos quatro homicídios ocorridos neste ano na cidade já se encontram atribuídos a este grupo criminoso.

Dentre eles, destaque para o triplo assassinato registrado no último mês de junho, na comunidade do Xique Xique, na zona rural. Após terem sido vistas pela última vez na noite do dia 16, na estrada que fica entre os sítios Maria Clara e Xique Xique, as vítimas Ronaldo Bezerra de Lima, de 24 anos; Eduardo Bezerra de Lima, de 22, e Jeamerson Tibúrcio da Silva, de 16 anos, acabaram tendo os seus corpos localizados somente seis dias depois, já em estados avançados de decomposição, no Sítio Capim. Além deste triplo, a empresa de fachada de segurança ainda teria sido responsável pela morte de um jovem, dias antes, na mesma comunidade.

Em coletiva na quinta, na Dinter 1, o presidente do inquérito, delegado Márcio George, deu mais detalhes sobre a atuação do grupo. "Este último, se não tivesse sido combatido pela operação, iria se tornar uma milícia. O suposto policial militar preso foi justamente o sargento Ribeiro, que se disse PM reformado, embora não tenha apresentado durante a sua prisão temporária a carteira funcional. Inclusive, o mesmo suspeito foi preso na Operação Aveloz, isso há mais de 12 anos, por estar envolvido na prática de diversos homicídios por encomenda. Atualmente, ele chefiava essa suposta empresa atuando como chefe de segurança do Xique Xique. É o principal suspeito pelas quatro mortes já citadas".

Já que não apresentou nenhuma documentação que comprovasse a sua atuação como PM, Ribeiro passou por exame traumatológico no IML local e, em seguida, foi encaminhado para Penitenciária Juiz Plácido de Souza. "Se tivesse comprovado que é reformado seria levado para a Unidade Prisional da Polícia Militar de Pernambuco, com sede no Recife, mas como não, seguiu para PJPS. As investigações permanecem e outros envolvidos podem ser presos a qualquer momento. Na casa dos demais suspeitos, fizemos o cumprimento dos mandados de busca e apreensão", acrescentou Márcio George.

Também presente na coletiva, o chefe da Divisão de Homicídios do Agreste, Vitor Freitas, comentou a respeito da suposta operacionalidade do grupo mediante o repasse de pagamentos em dinheiro. "As investigações continuam, mas podemos adiantar que os quatro crimes de morte ocorridos recentemente em Xique Xique possuem ligação sim! Estamos apurando essa possibilidade também levantada." A Operação Casuar contou com a participação de 35 policiais civis entre delegados, agentes e escrivães.

 
 
 
 
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