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Economia
 
01/06/2019
Caruaru é o segundo município que mais criou vagas de empregos em PE
 

A cidade ficou à frente do Recife e atrás de Sirinhaém. O setor que mais gerou oportunidades foi o de serviços

Em época de crise econômica e altos números de desemprego no país, uma notícia pra lá de animadora para Caruaru foi divulgada pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). No mês de abril, segundo o registro, a Capital do Agreste criou 250 novos postos de trabalho, ficando com o segundo lugar entre as cidades que mais empregaram, perdendo apenas para Sirinhaém, e ficando, inclusive, à frente do Recife e dos demais municípios da Região Metropolitana.

De acordo com o Caged, em abril, a Capital do Agreste foi o responsável pela geração de 58% das vagas de empregos criadas em Pernambuco no mês. Em todo o Estado, o total de vagas foi de 421 postos de trabalho. O levantamento também mostra que o setor responsável pela geração do maior número de oportunidades foi o de serviços, com a geração de 139 postos; seguido da construção civil, com 58 vagas; e o comércio, com 23 vagas.

A reação é animadora, no entanto, o desemprego ainda é muito grande. Para o auditor fiscal Francisco Reginaldo, gerente da Delegacia Regional do Trabalho e Emprego, o momento deve ser de otimismo. "Acredita-se que essa tendência positiva deve se repetir nos próximos meses, principalmente com a chegada do São João, onde a economia local é bastante aquecida, gerando muitas oportunidades de trabalho", enfatizou Francisco Reginaldo.

O desemprego no país foi de 12,7%, em média, no trimestre encerrado em março, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice subiu em relação ao trimestre anterior, de outubro a dezembro (11,6%). Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado (13,1%), o resultado apresentou baixa. Ainda segundo o IBGE, o número de desempregados no Brasil foi de 13,4 milhões de pessoas. Isso representa alta de 10,2% em relação ao trimestre anterior (12,2 milhões).

Na comparação com o mesmo período de 2018, a variação não foi estatisticamente significativa (13,6 milhões). Os dados divulgados pelo IBGE fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). O estudo não usa só os trimestres tradicionais, mas períodos móveis, como fevereiro, março e abril; março, abril e maio etc.

 

 
 
 
 
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