Notícias
 
Economia
 
12/01/2019
Chegou a vez de liquidar!
 

Várias empresas do comércio de Caruaru estão realizando queimas de estoque

Pedro Augusto

O comércio de Caruaru se encontra em ritmo de liquidação. Até o fim deste mês, lojas, redes e centros de compras estarão realizando queimas de estoque impulsionando os seus respectivos faturamentos. A velha tática de baixar os preços, neste período de início de ano, tradicionalmente, também costuma gerar a possibilidade de as empresas do gênero substituir as suas linhas de produtos já visando o mercado atual. E em 2019 não está sendo diferente. Algumas delas, conforme apurou a reportagem VANGUARDA, deram um start nas suas liquidações já no último mês dezembro, tentando aguçar, ao máximo, o desejo de consumo dos caruaruenses.

A rede Gato e Sapatos, por exemplo, que é especializada na comercialização de acessórios femininos, iniciou a sua queima de estoque na última semana do mês passado. "Em dezembro, geralmente, vendemos os produtos com os preços cheios, já em janeiro, com valores de promoção. Iniciamos a nossa liquidação em dezembro justamente para mantermos o bom pique das vendas de fim de ano. Este tipo de ação também costuma ser importante para zerarmos os estoques mais antigos de olho ainda na comercialização das novas coleções. Nas nossas unidades, os descontos estão variando na casa dos 70%", destacou a gerente Karina Barros.

A Sapataria Muniz é outra rede de lojas de Caruaru que se encontra com os preços mais baixos. De acordo com o gerente comercial, Demilton Holanda, a expectativa é de iniciar o ano com o saldo positivo.

"Nossos produtos estão sendo vendidos com os preços até 40% mais baratos. Hoje (última segunda-feira) está sendo o primeiro dia da campanha e loja se encontra lotada de clientes, o que nos deixa otimistas quanto ao nosso desempenho em janeiro. Esperamos comercializar ao menos 15% a mais em relação ao mesmo período do ano passado, quando também realizamos queima de estoque. Nossa liquidação irá se estender até o próximo dia 19", disse Demilton.

Quem não perdeu tempo e já aproveitou as ofertas atuais do comércio foi a professora Simone Pontes. Precavida no que se refere à utilização do 13º salário, ela garantiu o novo calçado da filha. "Tradicionalmente neste período, os preços ficam mais baixos, porque há muita liquidação. Como consegui guardar certa quantia do 13º, resolvi vir logo até as lojas para comprar o tênis do ano escolar da minha filha. Valeu a pena ter guardado esse dinheiro, porque o desconto no valor foi considerável!", comemorou Simone.


Vendas em alta também nas livrarias

Em paralelo às tradicionais liquidações, no mês de janeiro, o varejo da Capital do Agreste costuma ser bastante impulsionando, principalmente, devido à venda de materiais escolares. Apesar de algumas dificuldades impostas pelo mercado, é justamente nesta época do ano que as livrarias locais obtêm uma lucratividade redobrada. No intuito de verificar como se encontra até agora a demanda por produtos voltados para o ano letivo, a reportagem VANGUARDA esteve circulando pela Dom Bosco e pela Cabral, as duas no centro da cidade, durante a manhã da última segunda-feira (7).

Como não poderia ser diferente, em ambas, o fluxo de consumidores encontrava-se elevado a pouco menos de um mês do início do calendário letivo. Na Dom Bosco, por exemplo, a expectativa é de que haja um incremento de 5% nas vendas de materiais ante o mesmo período de 2018. "Se você observar, a cada ano, o número de estudantes tem crescido em Caruaru. Nosso faturamento deve ser impulsionado não só por esse natural aumento, mas também devido aos nossos preços praticados. Dez itens da lista, por exemplo, tiveram os seus valores reduzidos, o que deverá atrair ainda mais a demanda do consumidor", destacou o proprietário João Bosco.

De acordo ainda com João Bosco, as vendas na livraria só não se encontram maiores devido à prática das editorias em relação aos livros paradidáticos. "Hoje, as editoras têm comercializado os livros paradidáticos nos colégios e com descontos semelhantes aos praticados pelas livrarias. Embora nós livreiros praticamente as sustentamos o ano todo adquirindo o seus produtos, nesta época do ano, quando elas deveriam nos prestigiar, vêm praticando o contrário, ou seja, vendendo nas próprias instituições. Desta forma, nossa lucratividade tem sido menor a cada início do ano e, em 2019, não está sendo diferente. Aproveito o espaço para informar que, a partir de 2020, não comercializaremos mais didáticos", complementou Bosco.

Assim como na Dom Bosco, na Livraria Cabral a estimativa é de que haja acréscimo nas vendas de materiais em comparação com janeiro do ano passado. "Na nossa livraria, a procura por materiais escolares encontra-se alta desde o último mês de dezembro. Muitos pais aproveitaram o 13º salário para garantir os itens da lista. Estimamos um crescimento nas vendas de 20% em relação ao mesmo período de 2018", informou a gerente Maria Betânia.

 

 
 
 
 
publicidade