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Saúde
 
22/12/2018
Saiba mais sobre epilepsia
 

No mundo, cerca de 50 milhões de pessoas vivem com a doença. Muitas delas sofrem com o preconceito e desinformação

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a epilepsia é a doença neurológica mais comum do planeta. Ela atinge mais de 50 milhões de pessoas no mundo, e cerca de 3 milhões no Brasil. Mesmo assim, esta condição que afeta 1% da população mundial ainda é alvo da desinformação e do preconceito por parte da sociedade e falar sobre o problema é fundamental para reverter o quadro.

"A epilepsia é uma alteração provisória e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha como causas a febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Se ficar restrita, a crise será chamada parcial; se envolver os dois hemisférios cerebrais, generalizada", pontuou o neurologista Paulo Henrique Fonseca. Entre os sintomas apresentados durante a crise, estão: distorção de percepção, movimentos descontrolados e/ou involuntários de uma parte do corpo, rigidez, tremor, medo repentino, desconforto no estômago e perda da consciência.

A doença tem comportamento imprevisível, que pode ser controlado com medicamento ou cirurgia, a depender do caso. Uma dieta especial, rica em lipídios, a não-ingestão de bebidas alcoólicas, ter boas noites de sono e evitar o estresse são fundamentais para o sucesso do tratamento. Muitas vezes, a causa é desconhecida, mas pode ter como origem ferimentos sofridos na cabeça, recentemente ou não; traumas na hora do parto; abusos de álcool e drogas; tumores. Outras enfermidades neurológicas também podem desencadear quadros epiléticos.

Pessoas que passam anos sem ter crise, mesmo sem tomar a medicação, podem ser consideradas curadas, de acordo com a Liga Brasileira de Epilepsia (LBE). Entretanto, o auxílio de profissionais para receber o tratamento adequado é sempre a melhor recomendação.

Mas você é capaz de prestar socorro a um epiléptico em crise? Muitas vezes, ao se deparar com a manifestação dos sintomas, a população não sabe como lidar com aquilo, podendo inclusive interferir negativamente na situação.

Deste modo, se faz de extrema importância orientar a população a como agir ao se deparar com um colega de trabalho, uma pessoa na rua ou até mesmo um parente em crise. "Antes de qualquer coisa, a calma é fator primordial, mas algumas outras atitudes simples também possuem importância: pôr a pessoa deitada com a cabeça elevada, remover da área objetos que possam trazer risco para o doente, aguardar a respiração normalizar e o paciente conseguir se levantar são as instruções básicas em um socorro a um epilético", explicou o neurologista.

Ao mesmo tempo que é importante ter conhecimento de como proceder em uma situação de emergência, o que não fazer também possui relevância: não prender a língua, não alimentar, dar água ou qualquer outro líquido e não introduzir nenhum objeto a fim de segurar a língua da pessoa durante o ataque são as principais. Outra orientação de relevância é observar a duração da crise, que normalmente não passa de cinco minutos. Caso o tempo seja mais prolongado e ocorram crises sucessivas, a orientação é chamar o serviço de socorro do Samu (192) ou do Corpo de Bombeiros (193).

Com toda essa carga de preconceitos e estigmas a cerca da epilepsia, desmistificar essa enfermidade é o melhor caminho a ser seguindo e a informação e o conhecimento são aliados importantes.


No socorro a uma pessoa em crise:
* Manter a calma;
* Colocar a pessoa deitada de lado com a cabeça elevada;
* Remover da área objetos perigosos com os quais a pessoa possa se ferir;
* Aguardar a respiração do paciente normalizar e ele quiser se levantar;
* Caso a crise dure muito tempo, e seja seguida por outras crises, chamar a ambulância;
* Não introduzir nada em sua boca e não prender a sua língua com colher ou outro objeto;
* Não dar nada para a pessoa beber ou comer.

Obs: Informações da Sociedade Brasileira de Epilepsia (LBE)

 
 
 
 
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