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10/11/2018
Os Três Porquinhos é destaque em festival no Rio de Janeiro
 

O grupo, criado em 2014, foge do tradicional e debate a arte como forma de inclusão na sociedade

Wagner Gil

Não temos como negar a força do teatro caruaruense, quando diz respeito à qualidade dos espetáculos e revelação de grandes nomes das artes cênicas. Esse legado praticamente surgiu em meados da década de 70 e nos anos 80, com produções que conquistaram o país, como o ‘Auto das Sete Luas de Barro' e ‘Olha Pro Céu, Meu Amor', ambas produções dirigidas por Vital Santos e que arremataram os principais prêmios do teatro nacional com o grupo Feira de Teatro Popular.

Agora, a cena local recebe boa surpresa com a trupe ‘Veja Bem, Meu Bem', que foi criada em 2014 e já viajou para o Sudeste para apresentar espetáculo e participar de festivais. O último ocorreu no mês de setembro, quando estiveram no Festival de Teatro Amador de Duque de Caxias, um dos mais disputados do estado do Rio de Janeiro. Na bagagem, o grupo trouxe a indicação de Joyce Oanna, 23 anos, como Melhor Atriz Coadjuvante, na peça "Os Três Porquinhos", texto adaptado por Jackson Freire.

Com Joyce, subiram ao palco Rosemberg Alexsandro, 23 anos, e Bárbara Sabino, também de 23. Rosemberg tem participações em outros festivais, já apresentando, inclusive, monólogo. "Essa indicação me pegou de surpresa. Fomos ao evento apresentar nosso espetáculo, fruto de muito trabalho e dedicação. Todos os envolvidos se sintam também indicados", disse Joyce Oanna.

A programação no Rio de Janeiro incluiu 11 peças infantis e 16 adultas, que concorreram a troféus em 11 categorias diferentes – Melhor Diretor, Ator, Atriz, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Espetáculo, Figurino, Maquiagem, Cenografia, Iluminação e o Prêmio de Dramaturgia. O festival também premiou os três melhores espetáculos infantis e adultos.

A trupe já esteve nesse mesmo festival apresentando ‘O Auto da Compadecida', texto de Ariano Suassuna. "Nesse festival, que ocorreu em 2014, tivemos quatro indicações e três prêmios: Espetáculo, Ator Coadjuvante e Direção", revelou Rosemberg.

Rosemberg passou oito anos no grupo TEA (Teatro Experimental de Artes), participando de festivais estudantis e amadores com as peças ‘Cadê meu amor que não veio', ‘Nordestinados por um pássaro', ‘Um canto para desencanto, a esperança e a beleza', ‘O Auto da Compadecida' e ‘O poeta preto', além de algumas performances individuais.

Joyce tem quatro anos de TEA fundamental para estudar o teatro e seus principais ícones, como Bertolt Brechet. Foram quatro anos até se juntar a trupe ‘Veja Bem, Meu Bem'. "Estamos numa nova fase e estudando muito o teatro", disse.

Bárbara começou há um ano, mas tem três espetáculos na bagagem: ‘Liberdade', ‘A escolinha' e ‘O Vinho do Padre'.


A PEÇA

O espetáculo, dirigido por Jackson Freire, reconta o clássico do australiano Joseph Jacob através de uma roupagem contemporânea. Em cena, o elenco apresenta, de forma lúdica, a história dos Três Porquinhos, que decidiram fugir do seu fazendeiro após descobrirem que iriam para a panela. Porém, no caminho, conhecem uma figura bem assustadora: o Lobo. A surpresa está justamente neste personagem.

Toda a história se passa em meio a uma brincadeira de criança, resgatando a imaginação do público adulto e infantil.

 

 
 
 
 
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