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Saúde
 
22/09/2018
O cuidado com a saúde mental e emocional da gestante
 

Este assunto será abordado em um workshop, que acontecerá no próximo dia 29 de setembro, na sala 413 do Empresarial Difusora, em Caruaru

Estar grávida é uma experiência maravilhosa para muitas mulheres, porém, mesmo algo tão desejado, planejado, pode desencadear sintomas de medo, angústia, insatisfação e ansiedade. A concepção e a gravidez desencadeiam na futura mãe uma verdadeira revolução psicossomática: tanto o seu corpo como o seu funcionamento psíquico sofrem profundas modificações e adaptações, todas elas necessárias para receber o bebê e promover o seu desenvolvimento.

Pouco se fala sobre os cuidados psicoemocionais necessários para que a mãe e os envolvidos possam se preparar para esse momento, que produz mudanças psíquicas importantes em cada indivíduo, na rotina e na dinâmica familiar. Pensando nisto, será realizado um workshop, no próximo dia 29 de setembro, na sala 413 do Empresarial Difusora, em Caruaru, que terá à frente a psicóloga clínica e parental infantil e adolescente, Sandra Moura Cavalcante.

A psicologia perinatal é a área da psicologia que atua também com a obstetrícia. Ela tem como objetivo proporcionar saúde emocional e psíquica para a mulher desde o momento da decisão pela maternidade, considerando o período anterior à gestação, durante a gestação e no pós-parto.

Durante o período da gestação, os cuidados físicos são essenciais, mas o apoio psicológico em um momento de tantas mudanças contribui para uma melhor adaptação da mulher, desde a gestação até a chegada do bebê, e atua não apenas no cuidado, mas também na prevenção de adoecimento psíquico e emocional da futura mamãe até o puerpério.

"Muitas mulheres, mesmo diante de sintomas negativos, evitam a exposição por medo de julgamentos e isso, em alguns casos, pode acarretar em prejuízos futuros, como a depressão pós-parto, que atinge uma em cada quatro brasileiras e que compromete diretamente o vínculo mãe-bebê", afirnou Sandra Moura Cavalcante.

Alguns sintomas, segundo ela, merecem mais atenção e precisam ser avaliados por profissionais. São eles: ansiedade, sentimento de tristeza e culpa, irritabilidade, mudanças bruscas de humor, ideação suicida, ideias obsessivas ou supervalorizadas, sensação de vazio, incapacidade de cuidar do bebê, entre outros.

O acompanhamento pode ser realizado em grupo ou individual, durante a gestação e, preferencialmente, ainda no primeiro trimestre. "Neste período, a mulher passa por maiores adaptações: tanto na aceitação, mudanças de hábitos, preparação de si e também da família para o nascimento do filho", explicou.

Em algum momento do acompanhamento, o pai ou um familiar é convidado a participar, onde este irá compreender melhor a importância da rede de apoio à gestante. "Neste espaço de fala, as angústias e ansiedades são postas, reforçando, assim, que a qualidade da saúde mental da mãe favorece o vínculo afetivo seguro entre mãe-bebê, mãe-bebê-pai, além das outras relações estabelecidas pela gestante", concluiu a psicóloga.

Mais informações e inscrições para o workshop através do telefone (81) 99665-2960.


Fatores de risco para depressão pós-parto incluem:

História de depressão pós-parto anterior;

Falta de apoio da família, parceiro e amigos;

Estresse, como um recém-nascido doente, problemas financeiros ou problemas familiares;

Limitações físicas anteriores ou após o parto;

Depressão durante a gravidez;

Depressão anterior;

Transtorno bipolar;

História familiar de depressão ou transtorno bipolar;

História de desordem disfórica pré-menstrual (PMDD), que é a forma grave de tensão pré-menstrual (TPM);

Violência doméstica, que pode aumentar durante a gravidez e quando um casal está se ajustando a um novo bebê. Se o seu parceiro é violento ou emocionalmente abusivo, você e seu bebê estão fisicamente em risco.

Procure ajuda!

Fonte: www.minhavida.com.br

 
 
 
 
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