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14/09/2018
Pai é suspeito de estuprar o próprio filho
 

A Polícia Militar chegou até o suposto estuprador após ter sido acionada pela equipe médica da Policlínica do Salgado

Pedro Augusto

Policiais militares prenderam, na noite da última terça-feira (11), na Rua Timbira, no Bairro Riachão, em Caruaru, o desempregado José Ferreira de Lima, de 39 anos. Ele está sendo acusado de ter estuprado o próprio filho, de apenas três meses. A Polícia Militar chegou até o suposto estuprador após ter sido acionada pela equipe médica da Policlínica do Salgado. A criança foi levada até a unidade após a sua mãe constatar que havia ferimentos na região do ânus.

A mãe é deficiente auditiva e contou com o auxílio da madrinha da vítima, que é intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), para informar sobre o crime. Ela alegou ao delegado de plantão, Eduardo Sunaga, que, após retornar do banho, observou que o bebê não parava de chorar e, ao trocar a sua roupa, constatou os ferimentos.

José Ferreira foi preso em flagrante e, em depoimento, negou a prática da violência sexual. "De acordo com a mãe, estava só ela, o pai da criança e o bebê dentro de casa. Ela disse que encontrou o filho chorando e achou muito estranho", ressaltou Eduardo Sunaga. Ainda de acordo com o delegado de plantão, a madrinha da vítima foi determinante para que a PM entendesse o que acabara de acontecer.

"A mãe levou a criança para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) daqui de Caruaru junto com a madrinha. Num exame preliminar, a médica constatou a lesão na região anal do bebê e acionou a polícia", acrescentou Sunaga. José, segundo informações também repassadas pela polícia, passou a madrugada da quarta-feira (12) na Penitenciária Juiz Plácido de Souza.

O acusado passou por audiência de custódia, na manhã da última quarta-feira (12), e já se encontra à disposição da Justiça na PJPS. A vítima, após ter deixado a UPA do Salgado, acabou sendo encaminhada ao Instituto de Medicina Legal de Caruaru, onde foi submetida a exames sexológicos. O objetivo é comprovar se houve mesmo a violência sexual.

Bastante abalada com o ocorrido, a mãe da criança não quis dar entrevista. Ela, assim como o bebê, já se encontra em casa.

 

 

 
 
 
 
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